Uma meditação católica para pessoas de meia-idade que convivem com feridas antigas e cansaço nos relacionamentos. O capítulo 18 do Evangelho de Mateus transmite a liberdade da alma que o perdão traz.
meditação católica sobre meditação católica
Uma meditação católica para pessoas de meia-idade que vivem com feridas antigas e cansaço nos relacionamentos. O capítulo 18 do Evangelho de Mateus transmite a liberdade da alma que o perdão traz.
Este artigo é uma meditação católica organizada em torno das palavras de Mateus 18:21-35.
Este artigo destina-se a auxiliar a meditação e aplicação pessoal e não substitui comentários doutrinários formais ou aconselhamento pastoral.
Isso ajudará pessoas assim
meditação católica para o coração cansado de hoje
- Pessoas que têm o coração pesado na família ou em relacionamentos próximos
- Aqueles que querem olhar novamente para o perdão e a reconciliação com fé
- Aqueles que querem manter tópicos de oração para relacionamentos
Versículo Bíblico de Hoje
“Eu te digo, você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.”
— Mateus 18:21-35
meditação católica prática para a vida diária
meditação católica: um passo breve para hoje
À medida que você envelhece, suas feridas às vezes ficam mais solidificadas.
Quando você era jovem, muitas vezes ficava triste, mas isso muitas vezes era esquecido com o passar do tempo, mas depois da meia-idade as feridas se acumulam com as experiências de vida e não desaparecem facilmente. Quanto mais tempo a dor que você recebe de alguém próximo a você, mais tempo ela dura, e a memória às vezes se instala em seu coração com uma sensação mais profunda de fadiga do que de raiva.
O perdão não é tão simples.
Não estou dizendo que está sempre tudo bem, nem estou encobrindo meus erros como se eles nunca tivessem acontecido. O perdão é o processo de desvendar aos poucos os nós venenosos que prendem meu coração diante de Deus. É também libertar minha alma diante da pessoa que me machucou.
Quando Pedro pergunta a Jesus quantas vezes devemos perdoar, o Senhor nos dá uma resposta que está além dos nossos cálculos.
“Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes.”
— Mateus 18:22
Isso não significa que devemos tratar a pessoa ferida levianamente.
Pelo contrário, é um convite a levar as feridas a Deus com mais frequência, porque são profundas. O perdão não é uma decisão que termina com uma única emoção, mas uma repetição de orações que oferecem a mesma dor ao Senhor continuamente. Algumas feridas não desaparecem de uma só vez. Portanto, o perdão é um caminho que requer tempo e graça.
Especialmente na vida depois dos 40, há muitas lembranças a serem perdoadas.
Antigos mal-entendidos dentro da família, distância dos irmãos, decepções com o cônjuge, injustiças vivenciadas no trabalho e sentimentos de traição por parte de alguém em quem se confiava permanecem na mente. Mesmo que pareça algo que aconteceu no passado, se isso se infiltrar em minhas palavras, expressões e atitudes, poderá eventualmente ofuscar meu relacionamento atual.
A fé católica vê o perdão como uma questão de graça, não uma questão de emoções.
Quando você experimenta pela primeira vez ser perdoado no Sacramento da Reconciliação, o caminho para perdoar os outros se abre pouco a pouco. Ao permanecermos diante da cruz, aprendemos quanto tempo o Senhor tem sido paciente conosco. Quando você não tem forças para perdoar, você pode orar: “Senhor, por favor, controle meu coração, não essa pessoa”.
O perdão pode não significar a restauração do relacionamento.
Relacionamentos que exigem limites ainda exigem cautela e distância sábia. No entanto, continuar a nutrir o ódio e a vingança em meu coração acaba me consumindo ainda mais. Portanto, o perdão não consiste em conceder indulgência à outra pessoa, mas em colocar a minha alma na liberdade de Deus.
Está tudo bem se todos os seus sentimentos não desaparecerem hoje.
O importante é tomar a decisão diante do Senhor de não se apegar ao ódio até o fim. Cada vez que a dor vier à mente, ore novamente, escolha a misericórdia em vez do julgamento e lembre-se de que eu também sou uma pessoa que precisa de misericórdia. Este é o primeiro passo para o perdão.
Se você tem uma ferida que há muito tempo não consegue se livrar, apegue-se ao Evangelho hoje.
O Senhor não exige um sorriso forçado. No entanto, Ele nos chama a não segurarmos apenas nossos corações pesados, mas a deixá-los em Suas mãos. O perdão não é algo feito por uma pessoa fraca; é a coragem de escolher ser livre no Senhor.
Seu coração pode se sentir um pouco mais leve hoje.
O Senhor lentamente o conduz pelo caminho do perdão.
Oração de encerramento
Misericordioso Senhor,
Eu lhe dou a mágoa e a raiva que permanecem em mim há muito tempo.
Não se force a esquecer
Ajude-me a aprender o perdão que me liberta em você.
Lembrando que eu também sou uma pessoa perdoada.
Vamos escolher a misericórdia ao invés do ódio. Amém.
Postagens anteriores e próximas
Postagem anterior
Amor intercessor pela família
Próxima postagem
O primeiro passo para a reconciliação, eu vou primeiro
Esta meditação católica nos ajuda a lembrar primeiro a presença de Deus antes de olhar apenas para o tamanho dos nossos problemas. Se você reler a Palavra de hoje e repetir uma frase que permaneça no coração, a graça desta meditação católica poderá acompanhar o seu dia com mais profundidade.
Se for possível, leve hoje esta meditação católica para a vida concreta com um breve silêncio antes ou depois da Missa, uma visita à adoração eucarística ou ao menos uma dezena do rosário. Deus costuma nos reerguer por meio de pequenas fidelidades vividas com perseverança.
meditação católica e a leitura de hoje
Você pode reler a Palavra de hoje na Biblia no site do Vaticano.
Também pode continuar com outras reflexões na inicio do MJES Notes.
